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quarta-feira, 29 de junho de 2011

7ª Oficina de História

Essa o grupo foi diferente, eu Paulo fiz com o Gabriel Teixeira e com o Gabriel Dias essa Oficina. Então vou postá-la aqui no nosso blog e depois a do vicente e do Pedro, para que fique completo as atividades referentes ao tema Nacionalismo.

 
Existe mesmo uma democracia racial no Brasil ?

A população brasileira é dividida em basicamente três camadas sociais. A classe alta, a classe média e a classe baixa. Se formos a fundo no perfil desse povo, percebemos que a classe alta, principalmente e a classe média são compostas em sua maioria por brancos, e a classe baixa tem em sua maioria negros. Em um passado recente, vivíamos um período de escravidão no Brasil, que acabou mas trouxe um outro problema à essas pessoas.

Os negros na época da escravidão não eram considerados “gente” e por isso tinham grande dificuldade em arranjar trabalho após a abolição, pois os grandes latifundiários achavam que, como estavam pagando agora, deveriam pagar pelo trabalhador “qualificado”, que era o europeu.

Com o tempo, a população foi se miscigenando, e o preconceito foi diminuído. Os negros passaram a ser vistos de outra forma, não mais como “propriedade” e passaram a fazer parte da sociedade, mesmo assim com algumas heranças de um triste passado, que tem consequências até os dias de hoje. Podemos pegar o futebol como exemplo, depois de um tempo passaram a aceitar negros no time, e em diversos outros lugares.

Com isso, posteriormente, criou-se o conceito de democracia social, quando a situação da população negra já estava melhor.
A definição deste termo é algo subjetivo, todavia está estreitamente relacionada com a obra de Gilberto Freyre, (“Casa Grande e Senzala”), como na de outros autores em que o Brasil é tratado como um país em que mesmo havendo escravidão não há preconceito entre as raças. Democracia racial seria exatamente a miscigenação sem desvalorização de outras etnias, como se a construção da nacionalidade brasileira tivesse sido feita sem conflitos. Este conceito, no entanto, está ainda em formação e não é perfeito, puro. Para Freyre a situação vigente no Brasil é a maior aproximação à democracia racial existente em todo o mundo.

    Criador do controvérsio conceito de Democracia Racial, Gilberto de Mello Freyre, (Recife, 15 de março de 1900 — Recife, 18 de julho de 1987) foi um sociólogo, antropólogo, historiador, escritor e pintor brasileiro, considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX.   

    Arthur Ramos de Araújo Pereira, médico psiquiatra, psicólogo social, etnólogo, folclorista e antropólogo brasileiro, foi um dos principais intelectuais de sua época. Teve grande destaque na construção do mito da democracia racial e foi também importante no processo de institucionalização das Ciências Sociais no Brasil.   
    Florestan Fernandes (São Paulo, 22 de julho de 1920 — São Paulo, 10 de agosto de 1995) foi um sociólogo e político brasileiro. Foi duas vezes deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores. O mito da democracia racial foi duramente criticado pelos historiadores revisionistas – liderados por Florestan Fernandes.
    Emília Viotti da Costa é autora de vários livros, entre eles Da Senzala à Colônia, publicado pela Unesp, que aborda a transição do trabalho escravo ao livre na zona cafeeira paulista e é considerado referência obrigatória para estudiosos do período. O mesmo livro lançou novos rumos para a produção historiográfica brasileira dos últimos 30 anos.

Não existe bem uma democracia social, mas nosso páis é bem evoluído na questão do racismo em relação a outros. No Brasil, a questão do dinheiro, independente da raça, influência no modo de olhar uma pessoa. Um poderoso empresário, dono de multinacional será visto como importante sendo branco, negro, índio, etc.
Um problema do Brasil, é que há uma certa tendência a se dizer que a pessoa é branca, se tenta ao máximo negar os traços negros ou índigenas. Se pararmos para ver, muitas pessoas mulatas são consideradas brancas, justamente por causa desse pequeno preconceito na mentalidade do próprio brasileiro.

Aos poucos, a situação vai diminuindo com os intensos programas de inclusão social e ações sociais por parte do governo, e outras instituições. O povo brasileiro é um povo unido, que tende a cada vez crescer mais e superar as adversidades que se encontra nosso país.




Gabriel Dias nº 5
Gabriel Teixeira nº 6
Paulo Roberto nº 23

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